guitarra portuguesa

𝐔𝐦𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 à 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐈𝐈𝐈 As primeiras guitarras portuguesas com semelhanças físicas, mecânicas e tímbricas com as actuais tiveram origem nos anos 20 do séc XX com violeiros como Augusto Vieira, António Victor Vieira ou João Pedro Grácio Junior. Na mesma época, foram decisivas as contribuições de grandes executantes e compositores como Armando Freire 𝘈𝘳𝘮𝘢𝘯𝘥𝘪𝘯𝘩𝘰 ou 𝐀𝐫𝐭𝐮𝐫 𝐏𝐚𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬, este último inaugurando o estilo coimbrão. Mais tarde, na década de 40, o diálogo entre Paredes e 𝐤𝐢𝐦 𝐆𝐫á𝐜𝐢𝐨 e o irmão 𝐉𝐨ã𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐆𝐫á𝐜𝐢𝐨 𝐉𝐮𝐧𝐢𝐨𝐫 levou ao apuramento de certas características mecânicas e à estabilização de formas para o modelo mais tarde denominado de Guitarra de Coimbra. Guitarra de Lisboa ou 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐢𝐦𝐛𝐫𝐚 recebem estas designações pelas características sonoras e recursos expressivos diversos, apropriados ao repertório nelas executado – o guitarrista profissional de Lisboa procura uma execução mecânica perfeita e com bastante ressonância para que se ouça o particular 𝘷𝘪𝘣𝘳𝘢𝘵𝘰 do fado lisboeta, em Coimbra prefere-se um instrumento de maior volume sonoro (para o exterior, para as serenatas,…) timbricamente mais agudo e encordoado com mais tensão, apesar de afinado um tom abaixo do estilo de Lisboa, 𝐋á 𝐒𝐨𝐥 𝐑é 𝐋á 𝐒𝐨𝐥 𝐃ó. Fonte: Pedro Caldeira Cabral Guitarra Portuguesa de Coimbra, modelo O Tempo, de Artimúsica Instrumentos Musicais Lda , disponível na Casa da Guitarra. + info: geral@casadaguitarra.pt | 222010033 | www.casadaguitarra.pt

Outubro
29
2020

As primeiras guitarras portuguesas com semelhanças físicas, mecânicas e tímbricas com as actuais tiveram origem nos anos 20 do séc XX com violeiros como Augusto Vieira, António Victor Vieira ou João Pedro Grácio Junior. Na mesma época, foram decisivas as contribuições de grandes executantes e compositores como Armando Freire 𝘈𝘳𝘮𝘢𝘯𝘥𝘪𝘯𝘩𝘰 ou 𝐀𝐫𝐭𝐮𝐫 𝐏𝐚𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬, este último inaugurando o estilo coimbrão. Mais tarde, na década de 40, o diálogo entre Paredes e 𝐤𝐢𝐦 𝐆𝐫á𝐜𝐢𝐨 e o irmão 𝐉𝐨ã𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐆𝐫á𝐜𝐢𝐨 𝐉𝐮𝐧𝐢𝐨𝐫 levou ao apuramento de certas características mecânicas e à estabilização de formas para o modelo mais tarde denominado de Guitarra de Coimbra.


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ma obra de um nome de referência no universo da Guitarra Portuguesa: 𝐎 𝐒𝐨𝐦 𝐝𝐚 𝐒𝐚𝐮𝐝𝐚𝐝𝐞 - 𝐚 𝐂í𝐭𝐚𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 é o catálogo da exposição com o mesmo nome, comissariada por 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐂𝐚𝐥𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐂𝐚𝐛𝐫𝐚𝐥, patente no Museu do Fado em 2019. Um estudo organológico, enriquecido com imagens, de cinquenta instrumentos com uma reflexão crítica do autor sobre o percurso evolutivo, a decoração, os acessórios, a iconografia e um inventário dos Violeiros Portugueses do século XV ao início do século XX. Disponível na Casa da Guitarra. + info em www.casadaguitarra.pt | 222010033

Outubro
27
2020

𝐎 𝐒𝐨𝐦 𝐝𝐚 𝐒𝐚𝐮𝐝𝐚𝐝𝐞 – 𝐚 𝐂í𝐭𝐚𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 é o catálogo da exposição com o mesmo nome, comissariada por 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐂𝐚𝐥𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐂𝐚𝐛𝐫𝐚𝐥, patente no Museu do Fado em 2019.


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𝐔𝐦𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐫𝐨𝐝𝐮çã𝐨 à 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 Nas décadas de 1820 e 1830, a guitarra, outrora protagonista nos salões burgueses, passa a sobreviver somente nos meios proletários de Lisboa. Terá sido assim que se dá o primeiro encontro do cordofone com o 𝐅𝐚𝐝𝐨, canção que identifica na guitarra a expressividade ideal para evocar as tragédias, os episódios de vida pitorescos, as cenas do quotidiano, os amores e desamores cantados na lírica fadista, que nesta fase embrionária se caracteriza pela informalidade e improvisação, sem indicação de autoria. Cordofone de mão, piriforme, montado com doze cordas metálicas, dispostas em seis ordens; o número de trastes varia entre 12 e 17, nas mais antigas, até 22 nas actuais. A 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 na sua versão 𝐝𝐞 𝐋𝐢𝐬𝐛𝐨𝐚 afina em Si Lá Mi Si Lá Ré. Fonte: Pedro Caldeira Cabral | Rui Vieira Nery Nas fotografias, uma Guitarra Portuguesa de Lisboa, da Artimusica Instrumentos, disponível na Casa da Guitarra. + info: geral@casadaguitarra.pt | 222010033

Outubro
24
2020

Nas décadas de 1820 e 1830, a guitarra, outrora protagonista nos salões burgueses, passa a sobreviver somente nos meios proletários de Lisboa. Terá sido assim que se dá o primeiro encontro do cordofone com o 𝐅𝐚𝐝𝐨, canção que identifica na guitarra a expressividade ideal para evocar as tragédias, os episódios de vida pitorescos, as cenas do quotidiano, os amores e desamores cantados na lírica fadista, que nesta fase embrionária se caracteriza pela informalidade e improvisação, sem indicação de autoria.


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“O instrumento musical a que hoje damos o nome de Guitarra Portuguesa apresenta uma série de traços característicos que resultam de um longo e complexo processo evolutivo. ” (Pedro Caldeira Cabral). Na organologia da guitarra portuguesa, surge invariavelmente referência à Guitarra Inglesa, instrumento de grande divulgação nos salões europeus no séc XVIII, conhecida primeiro no Porto, provavelmente introduzida no país pela comunidade inglesa cá residente. A partir do início do séc. XIX , é possível encontrar registos da designação “guitarra portuguesa”, possivelmente, num primeiro momento para referir em particular o modelo com 6 pares de cordas (seriam primeiramente 5), numa transformação que terá sido introduzida no instrumento já em Portugal. Já os primeiros instrumentos com as dimensões, estrutura mecânica e afinidade tímbrica com as atuais guitarras tiveram origem nos anos 20 do séc XIX; os construtores mais afamados de então eram Augusto Vieira, António Victor Vieira, João Pedro Grácio Junior e Álvaro Marciano de Oliveira. Actualmente, os violeiros fabricam guitarras de três tipos: 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼, 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮 e 𝗖𝗼𝗶𝗺𝗯𝗿𝗮. Fonte: Pedro Caldeira Cabral | Rui Vieira Nery Na imagem, fotografia de Guitarra Portuguesa do Porto, em construção, de 𝗔𝗹𝗳𝗿𝗲𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗶𝘅𝗲𝗶𝗿𝗮 .

Outubro
16
2020

𝗨𝗺𝗮 𝗜𝗻𝘁𝗿𝗼𝗱𝘂çã𝗼 à 𝗚𝘂𝗶𝘁𝗮𝗿𝗿𝗮 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮

“O instrumento musical a que hoje damos o nome de Guitarra Portuguesa apresenta uma série de traços característicos que resultam de um longo e complexo processo evolutivo. ” (Pedro Caldeira Cabral).


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Outubro
7
2020

A decorrer em Novembro, 𝐂𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐮𝐫𝐭𝐚 𝐃𝐮𝐫𝐚çã𝐨 de 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚, conjunto de oficinas de grupo com o objectivo de iniciar o estudo do instrumento numa vertente prática e teórica.
Orientado pelo professor 𝐄𝐝𝐮𝐚𝐫𝐝𝐨 𝐁𝐚𝐥𝐭𝐚𝐫 𝐒𝐨𝐚𝐫𝐞𝐬.


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