Data do evento
2022-01-22 > 2023-02-22 | [:en]17:00[:]

[:pt]Portugal tem uma longa tradição musical ligada aos cordofones. Há séculos que estes instrumentos fazem parte do quotidiano da população, marcando lugar nos momentos de trabalho e de lazer.

Essa presença, intensa e carregada de múltiplos significados simbólicos e culturais, pode explicar a variedade destes instrumentos em Portugal e o elevado número de violeiros e tocadores que conhecemos hoje em dia.

Ao longo da exposição poderemos apreciar o papel dos violeiros – em particular alguns artesãos localizados no Porto – enquanto criadores e construtores de uma enorme diversidade de instrumentos. Convidamos a conhecer de perto o trabalho desenvolvido nas suas oficinas: as técnicas, ferramentas, materiais e, quem sabe, alguns segredos…

 

 

PROGRAMA

 

Inauguração da Exposição Permanente | 22 de janeiro às 17.00

 

 

CICLO DE CONCERTOS VIAGEM PELOS CORDOFONES

 

Não Comvinha| 22 de janeiro às 18.00

 

ocam música tradicional desde 1994, enquanto amigos, como grupo, ou com formações informais como a que vão apresentar para esta ocasião. Recriar um baile ou fazer uma arrauda? Ou simplesmente tocar música com origem na tradição oral, interpretação urbana, intimidade e cumplicidade, utilizando as mais variadas formas de “recolhas”? Ao longo dos anos, fruto do intercâmbio com outros músicos e de alguma estrada, o resultado é uma sonoridade que julgamos muito próxima da continuação natural da tradição. Convinha uma formação, mas hoje será esta… Lotação limitada. Para assistir aos espetáculos é necessário apresentar uma das seguintes modalidades do Certificado Digital Covid da UE: – Certificado de vacinação; – Certificado de recuperação; – Certificado de testagem negativo (teste PCR realizado nas 72h antes do evento; teste antigénio realizado nas 48h antes do evento; a admissibilidade de autotestes está sujeita às medidas aplicadas por cada espaço). No ato de apresentação do certificado, será também solicitado documento de identificação.

 

João Diogo Leitão | 29 de janeiro às 18.00

 

O primeiro registo de João Diogo Leitão, intitulado “por onde fica a primavera”, com música original para viola braguesa – uma das violas tradicionais portuguesas mais fascinantes, muito presente no norte litoral de Portugal e, normalmente, associada à música de raiz tradicional – é uma criação inovadora e irreverente, que alia, através de uma abordagem contemporânea e um natural virtuosismo, as suas memórias da música clássica e tradicional, criando um imaginário sonoro único. Entrada Livre, sendo necessária reserva prévia. Lotação limitada. “...uma viola braguesa como nunca a tínhamos ouvido antes. Um disco corajoso que abre novas fronteiras para um instrumento discreto, mas charmoso. ” - Songlines (UK) “O instrumento é uma ferramenta para expor o seu próprio universo que em vez de jogar com a tradição, liberta-se de todos os contextos e preconceitos para criar um som próprio.” – Jornal de Letras (PT) João Diogo Leitão tem um percurso musical intimamente ligado à guitarra clássica, enquanto intérprete. Tendo feito a sua formação superior na Universidade de Évora e, posteriormente, no Conservatório Real de Haia nas classes dos professores Dejan Ivanovic e Zoran Dukic, respetivamente, assumiu-se desde cedo como um dos talentos da sua geração, tendo sido premiado e distinguido em vários concursos, destacando-se, especialmente, o 1º lugar no “Prémio Jovens Músicos”, Nível Superior. Sucederam-se concertos enquanto solista com a Orquestra do Norte, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Clássica da Madeira e Orquestra Gulbenkian sob a direção dos maestros José Ferreira Lobo, Pedro Neves, Pedro Amaral, Cesário Costa e Pedro Carneiro e apresentações nas mais importantes salas portuguesas como o Coliseu do Porto, Teatro Rivoli, Casa da Música, Centro Cultural de Belém ou Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. A descoberta da viola braguesa – um dos muitos cordofones tradicionais portuguesas –, o fascínio pelas suas características tímbricas e o potencial inexplorado deste instrumento desencadearam uma metamorfose. Provocaram uma urgência poética que o levou a investigar e compôr música para esta viola que surge do natural encontro entre os mundos da música erudita e música tradicional portuguesa, inovando na abordagem técnica e estética, criando um repertório próprio para este cordofone. O primeiro registo foi feito em Serpa, no Musibéria e editado em álbum pela ‘Respirar de Ouvido’, em 2020. "um dia parti à boleia pela europa com uma mochila às costas e uma viola braguesa na mão. foi ela minha companheira, confidente, ganha pão, ganha abrigos, chave para tantos sorrisos e moeda de troca para tanta bondade. juntos cantámos zecas por ruelas e praças. depois comecei a esconder a minha voz e a deixar a braguesa num tímido solilóquio. as primeiras músicas surgiram ainda pela estrada fora. voltei a casa, à casa. e a música surgia-me no corpo, inquieta e urgente. aos poucos tentei-a domesticar. deu os seus primeiros passos. o primeiro impacto cataclísmico e as réplicas que se seguiram foram interrompidas por nova partida. um abandono prematuro, que apenas tornou mais urgente e necessária a procura de um universo poético. tudo se materializou no álbum ‘por onde fica a primavera’. obra em dois cantos, quais herdeiros, a braguesa e eu, de uma tradição ancestral, que nos chega não pela oralidade, essa há muito interrompida, mas por um fluxo imaginativo contínuo que desaguou nos nossos corpos.” – João Diogo Leitão Para assistir aos espetáculos é necessário apresentar uma das seguintes modalidades do Certificado Digital Covid da UE: – Certificado de vacinação; – Certificado de recuperação; – Certificado de testagem negativo (teste PCR realizado nas 72h antes do evento; teste antigénio realizado nas 48h antes do evento; a admissibilidade de autotestes está sujeita às medidas aplicadas por cada espaço). No ato de apresentação do certificado, será também solicitado documento de identificação.

 

Ricardos Santos e Mário Gonçalves | 12 de fevereiro às 18.00

 

RICARDO SANTOS e MÁRIO GONÇALVES INTERIOR é a proposta musical de Ricardo Santos (viola beiroa e voz) e Mário Gonçalves (percussões). Tendo como ponto de partida a viola beiroa, a que se juntam as percussões tradicionais, a abordagem do duo assenta em duas dimensões: uma dedicada à reinterpretação de repertório de raiz tradicional, sobretudo da Beira Baixa e da Terra de Miranda, e uma outra, mais exploratória, de composições originais. Esta apresentação é o reflexo do interior pessoal e geográfico. Uma narrativa holística através de um instrumento concreto: a viola beiroa. A música enquanto linguagem para o inefável da identidade e da urgência. Da pertença e do abandono. Ricardo Brás dos Santos é natural de Castelo Branco. Licenciado em Antropologia, é multi-instrumentista, dedicando-se principalmente à gaita de fole. Em 2010 iniciou o estudo de viola beiroa com o Mestre Alísio Saraiva. Integra os projectos musicais Velha Gaiteira, Trasga, Curinga e Bardos de Mindelo. Mário Gonçalves nasceu em Guimarães em 1980. É licenciado em Educação Musical e um apaixonado pela percussão desde criança. É formador e compositor. Como baterista/percussionista tem acompanhado músicos como Manuel D´ Oliveira, Daniel Pereira Cristo, Let the Jam Roll, Curinga entre outros.

 

Colectores | 19 de fevereiro às 18.00

 

Colectores é um duo de música instrumental formado em 2020 por Pedro João e Doc Rossi, com composições originais centradas no cavaquinho português e no bandoloncelo ou cítara barítono. Tanto o cavaquinho como o bandoloncelo estão intimamente ligados a repertórios e geografias muito específicas, no entanto, para este projecto optamos por explorar mais as suas capacidades expressivas e tímbricas. As composições partem de novas premissas expressivas, que não apenas o contexto habitual destes instrumentos. Trata-se de uma abordagem que não recusando ou fazendo tábua rasa de um legado, dá voz livre aos instrumentos procurando libertar e explorar todo o seu potencial expressivo.

 

Cotovia Arisca | 26 de fevereiro às 18.00

 

 

Fado por Casa da Guitarra | de junho 2021 a fevereiro 2022

 

 

 

Ficha de Projecto

 

ortugal tem uma longa tradição musical ligada aos cordofones. Há séculos que estes instrumentos fazem parte do quotidiano da população, marcando lugar nos momentos de trabalho e de lazer. Essa presença, intensa e carregada de múltiplos significados simbólicos e culturais, pode explicar a variedade destes instrumentos em Portugal e o elevado número de violeiros e tocadores que conhecemos hoje em dia. Ao longo da exposição poderemos apreciar o papel dos violeiros - em particular alguns artesãos localizados no Porto - enquanto criadores e construtores de uma enorme diversidade de instrumentos. Convidamos a conhecer de perto o trabalho desenvolvido nas suas oficinas: as técnicas, ferramentas, materiais e, quem sabe, alguns segredos...

 

 [:en]Portugal has a long musical tradition of string instruments. These instruments have been part of the population’s daily life for centuries, taking their places in both work and leisure. This presence, intense and loaded with multiple symbolic and cultural meanings, can explain the variety of these instruments in Portugal and the high number of guitar makers and players we know today.

During the exhibition, you will be able to appreciate the role of guitar makers, in particular some artisans located in Porto, as creators and builders of a large diversity of instruments. We invite you to get to know the work developed in their workshops up close: the techniques, tools, materials, and maybe even some secrets …

 

Agenda

 

Permanent exhibition Inauguration | 22 jan 17.00

 

 

Concerts – A Journey through Portuguese String Instruments

 

Não Convinha| 22 jan 18.00

 

ocam música tradicional desde 1994, enquanto amigos, como grupo, ou com formações informais como a que vão apresentar para esta ocasião. Recriar um baile ou fazer uma arrauda? Ou simplesmente tocar música com origem na tradição oral, interpretação urbana, intimidade e cumplicidade, utilizando as mais variadas formas de “recolhas”? Ao longo dos anos, fruto do intercâmbio com outros músicos e de alguma estrada, o resultado é uma sonoridade que julgamos muito próxima da continuação natural da tradição. Convinha uma formação, mas hoje será esta… Lotação limitada. Para assistir aos espetáculos é necessário apresentar uma das seguintes modalidades do Certificado Digital Covid da UE: – Certificado de vacinação; – Certificado de recuperação; – Certificado de testagem negativo (teste PCR realizado nas 72h antes do evento; teste antigénio realizado nas 48h antes do evento; a admissibilidade de autotestes está sujeita às medidas aplicadas por cada espaço). No ato de apresentação do certificado, será também solicitado documento de identificação.

 

João Diogo Leitão | 29 jan 18.00

 

O primeiro registo de João Diogo Leitão, intitulado “por onde fica a primavera”, com música original para viola braguesa – uma das violas tradicionais portuguesas mais fascinantes, muito presente no norte litoral de Portugal e, normalmente, associada à música de raiz tradicional – é uma criação inovadora e irreverente, que alia, através de uma abordagem contemporânea e um natural virtuosismo, as suas memórias da música clássica e tradicional, criando um imaginário sonoro único. Entrada Livre, sendo necessária reserva prévia. Lotação limitada. “...uma viola braguesa como nunca a tínhamos ouvido antes. Um disco corajoso que abre novas fronteiras para um instrumento discreto, mas charmoso. ” - Songlines (UK) “O instrumento é uma ferramenta para expor o seu próprio universo que em vez de jogar com a tradição, liberta-se de todos os contextos e preconceitos para criar um som próprio.” – Jornal de Letras (PT) João Diogo Leitão tem um percurso musical intimamente ligado à guitarra clássica, enquanto intérprete. Tendo feito a sua formação superior na Universidade de Évora e, posteriormente, no Conservatório Real de Haia nas classes dos professores Dejan Ivanovic e Zoran Dukic, respetivamente, assumiu-se desde cedo como um dos talentos da sua geração, tendo sido premiado e distinguido em vários concursos, destacando-se, especialmente, o 1º lugar no “Prémio Jovens Músicos”, Nível Superior. Sucederam-se concertos enquanto solista com a Orquestra do Norte, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Clássica da Madeira e Orquestra Gulbenkian sob a direção dos maestros José Ferreira Lobo, Pedro Neves, Pedro Amaral, Cesário Costa e Pedro Carneiro e apresentações nas mais importantes salas portuguesas como o Coliseu do Porto, Teatro Rivoli, Casa da Música, Centro Cultural de Belém ou Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. A descoberta da viola braguesa – um dos muitos cordofones tradicionais portuguesas –, o fascínio pelas suas características tímbricas e o potencial inexplorado deste instrumento desencadearam uma metamorfose. Provocaram uma urgência poética que o levou a investigar e compôr música para esta viola que surge do natural encontro entre os mundos da música erudita e música tradicional portuguesa, inovando na abordagem técnica e estética, criando um repertório próprio para este cordofone. O primeiro registo foi feito em Serpa, no Musibéria e editado em álbum pela ‘Respirar de Ouvido’, em 2020. "um dia parti à boleia pela europa com uma mochila às costas e uma viola braguesa na mão. foi ela minha companheira, confidente, ganha pão, ganha abrigos, chave para tantos sorrisos e moeda de troca para tanta bondade. juntos cantámos zecas por ruelas e praças. depois comecei a esconder a minha voz e a deixar a braguesa num tímido solilóquio. as primeiras músicas surgiram ainda pela estrada fora. voltei a casa, à casa. e a música surgia-me no corpo, inquieta e urgente. aos poucos tentei-a domesticar. deu os seus primeiros passos. o primeiro impacto cataclísmico e as réplicas que se seguiram foram interrompidas por nova partida. um abandono prematuro, que apenas tornou mais urgente e necessária a procura de um universo poético. tudo se materializou no álbum ‘por onde fica a primavera’. obra em dois cantos, quais herdeiros, a braguesa e eu, de uma tradição ancestral, que nos chega não pela oralidade, essa há muito interrompida, mas por um fluxo imaginativo contínuo que desaguou nos nossos corpos.” – João Diogo Leitão Para assistir aos espetáculos é necessário apresentar uma das seguintes modalidades do Certificado Digital Covid da UE: – Certificado de vacinação; – Certificado de recuperação; – Certificado de testagem negativo (teste PCR realizado nas 72h antes do evento; teste antigénio realizado nas 48h antes do evento; a admissibilidade de autotestes está sujeita às medidas aplicadas por cada espaço). No ato de apresentação do certificado, será também solicitado documento de identificação.

 

Ricardos Santos e Mário Gonçalves | 12 feb 18.00

 

RICARDO SANTOS e MÁRIO GONÇALVES INTERIOR é a proposta musical de Ricardo Santos (viola beiroa e voz) e Mário Gonçalves (percussões). Tendo como ponto de partida a viola beiroa, a que se juntam as percussões tradicionais, a abordagem do duo assenta em duas dimensões: uma dedicada à reinterpretação de repertório de raiz tradicional, sobretudo da Beira Baixa e da Terra de Miranda, e uma outra, mais exploratória, de composições originais. Esta apresentação é o reflexo do interior pessoal e geográfico. Uma narrativa holística através de um instrumento concreto: a viola beiroa. A música enquanto linguagem para o inefável da identidade e da urgência. Da pertença e do abandono. Ricardo Brás dos Santos é natural de Castelo Branco. Licenciado em Antropologia, é multi-instrumentista, dedicando-se principalmente à gaita de fole. Em 2010 iniciou o estudo de viola beiroa com o Mestre Alísio Saraiva. Integra os projectos musicais Velha Gaiteira, Trasga, Curinga e Bardos de Mindelo. Mário Gonçalves nasceu em Guimarães em 1980. É licenciado em Educação Musical e um apaixonado pela percussão desde criança. É formador e compositor. Como baterista/percussionista tem acompanhado músicos como Manuel D´ Oliveira, Daniel Pereira Cristo, Let the Jam Roll, Curinga entre outros.

 

Colectores | 19 feb 18.00

 

Colectores é um duo de música instrumental formado em 2020 por Pedro João e Doc Rossi, com composições originais centradas no cavaquinho português e no bandoloncelo ou cítara barítono. Tanto o cavaquinho como o bandoloncelo estão intimamente ligados a repertórios e geografias muito específicas, no entanto, para este projecto optamos por explorar mais as suas capacidades expressivas e tímbricas. As composições partem de novas premissas expressivas, que não apenas o contexto habitual destes instrumentos. Trata-se de uma abordagem que não recusando ou fazendo tábua rasa de um legado, dá voz livre aos instrumentos procurando libertar e explorar todo o seu potencial expressivo.

 

Cotovia Arisca | 26 feb 18.00

 

 

Fado por Casa da Guitarra | jun 2021 to feb 2022

 

 

 

Project 

 

ortugal tem uma longa tradição musical ligada aos cordofones. Há séculos que estes instrumentos fazem parte do quotidiano da população, marcando lugar nos momentos de trabalho e de lazer. Essa presença, intensa e carregada de múltiplos significados simbólicos e culturais, pode explicar a variedade destes instrumentos em Portugal e o elevado número de violeiros e tocadores que conhecemos hoje em dia. Ao longo da exposição poderemos apreciar o papel dos violeiros - em particular alguns artesãos localizados no Porto - enquanto criadores e construtores de uma enorme diversidade de instrumentos. Convidamos a conhecer de perto o trabalho desenvolvido nas suas oficinas: as técnicas, ferramentas, materiais e, quem sabe, alguns segredos...

 

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