Cavaquinho Brasileiro

Cavaquinho Brasileiro


O Cavaquinho Brasileiro

A folclorista brasileira Oneyda Alvarenga sublinha que ” Visto que foi pela colonização portuguesa que o Brasil começou a existir como nação (…) é natural que coubesse ao português a parte preponderante na constituição da nossa música. De Portugal e através de Portugal, recebemos todos os instrumentos produtores de som, (…) entre os quais se salienta o violão, a viola, o cavaquinho, o violino, o violoncelo, a sanfona, a flauta, a clarineta, o oficleide, o piano.” O cavaquinho chega ao Brasil diretamente da metrópole ou, como defendem alguns autores, mediado pela Braguinha da Madeira.
O modelo brasileiro é maior do que a sua versão portuguesa, com uma caixa de ressonância maior e mais funda, escala em ressalto, com 17 trastes e boca mais pequena, sempre redonda.
É, normalmente, afinado em Ré, Sol, Si, Ré, mas nas palavras do historiador Luís da Câmara Cascudo “Essa história de afinação não é dogma (…) é diversa e vai mudando de Estado para Estado.”
“O modo de tocar cavaquinho brasileiro é uma mistura de Europa e África, onde na mão esquerda se faz os acordes tonais vindos do velho mundo e na mão direita pode sentir-se o rufar dos tambores africanos.” (Ângelo Corrêa)
É transversal a toda a música popular brasileira, animando bailes pastoris, bumbas-meu-boi, emboladas, cateretês, cheganças-de-marujos, chulas, modinhas e os incontornáveis choros e sambas.
Fonte Jorge Dias | Oneyda Alvarenga