Dezembro
5
2023

[:pt]Joaquim da Cunha Mello (Arouca, 1847 – Porto, 1924). Terá chegado ao Porto com a sua mãe e o seu irmão mais velho nos anos 60 do século XIX. Atraído, como muitos outros, pelo crescimento da cidade portuária, estabelece-se como violeiro inicialmente na Rua Duque do Porto, freguesia de Santo Ildefonso e na década seguinte na Rua da Bainharia e Rua da Ponte Nova.

Nas suas oficinas chegaram a trabalhar os seus 3 filhos (Fernando, Joaquim e Luiz) e 2 genros (Júlio Teixeira e Joaquim Pinto Duarte), sendo, por isso, uma oficina familiar de dimensão considerável.

A produção competente de violões, guitarras, cavaquinhos, bandolins e banjolins de decorações sóbrias e vendidos a preços acessíveis são algumas das suas marcas distintivas.

Exemplo de Guitarra construída nas oficinas de Cunha Mello.

Exemplo de Guitarra construída nas oficinas de Cunha Mello.

A gancha ou cabeça sempre foi um ponto frágil do instrumento, e nem sempre era a voluta ou a “lágrima” que rematava a guitarra. Durante o século XIX era frequente encontrar bustos, esculturas zoomórficas ou flores talhadas de acordo com o gosto do proprietário.

Guitarra do genro do Mello

Guitarra do genro do Mello

Guitarra construída por Joaquim Pinto Duarte (Braga, ? – Porto, 1942). Aprendiz de Joaquim da Cunha Mello. Trabalhou nas suas oficinas durante largos anos, acabando por casar com a sua filha mais nova. Manteve sempre nos seus rótulos a referência ao seu mestre.[:]