Cavaquinho

Cavaquinho De Portugal para o mundo I O pequeno e popular instrumento de 4 cordas tem uma origem incerta. O estudioso Gonçalo Sampaio, no seu Cancioneiro Minhoto, aponta para uma arqueologia grega do cordofone, com mediação basca; Jorge Dias segue igualmente um percurso mediterrânico e considera como antepassados do cavaquinho, o guitarrón espanhol e o chitarrino italiano. Ora, se a maternidade não é minhota, é, porém, nesta região portuguesa que o cavaquinho encontra um acolhimento invulgar, como consequência da predisposição do temperamento musical do povo pelas canções vivas e alegres e danças movimentadas… O cavaquinho, como instrumento de ritmo e harmonia, com o seu tom vibrante e saltitante, é, como poucos, próprio para acompanhar viras, chulas, malhões, canas-verdes, verdegares. Além disso, é na região notório o gosto pelas vozes femininas sobreagudas e por vezes mesmo estridentes, que se casam bem com a tonalidade do cavaquinho. A afinação natural parece ser RÉ SI SOL SOL , a que certos tocadores de Braga chamam de “afinação para varejamento”; mas usa-se também MI DO# LÁ LÁ ou LÁ MI RÉ SOL, entre muitas outras. Do Minho, o cavaquinho passa directa ou indirectamente para o mundo. O Brasil ou Cabo Verde musicais são inseparáveis da presença acústica do cavaquinho; e o ukulele do Havai, neto migrante do tetracórdio português, é actual protagonista de um poderoso movimento musical no Mundo, sem que o seu sempre cantante avô, o cavaquinho minhoto, deixe de ser tocado no noroeste português de forma única, irrepetível em qualquer outro instrumento de corda. Fonte: Ernesto Veiga de Oliveira Nas fotografias, cavaquinho, modelo 11100, do construtor Artimúsica Instrumentos Musicais Lda Disponível na Casa da Guitarra + info em geral@casadaguitarra.pt, facebook e instagram.


Junho
11
2020

Cavaquinho

De Portugal para o mundo I

O pequeno e popular instrumento de 4 cordas tem uma origem incerta. O estudioso Gonçalo Sampaio, no seu Cancioneiro Minhoto, aponta para uma arqueologia grega do cordofone, com mediação basca; Jorge Dias segue igualmente um percurso mediterrânico e considera como antepassados do cavaquinho, o guitarrón espanhol e o chitarrino italiano.

Ora, se a maternidade não é minhota, é, porém, nesta região portuguesa que o cavaquinho encontra um acolhimento invulgar, como consequência da predisposição do temperamento musical do povo pelas canções vivas e alegres e danças movimentadas… O cavaquinho, como instrumento de ritmo e harmonia, com o seu tom vibrante e saltitante, é, como poucos, próprio para acompanhar viras, chulas, malhões, canas-verdes, verdegares. Além disso, é na região notório o gosto pelas vozes femininas sobreagudas e por vezes mesmo estridentes, que se casam bem com a tonalidade do cavaquinho.
A afinação natural parece ser RÉ SI SOL SOL , a que certos tocadores de Braga chamam de “afinação para varejamento”; mas usa-se também MI DO# LÁ LÁ ou LÁ MI RÉ SOL, entre muitas outras.


Do Minho, o cavaquinho passa directa ou indirectamente para o mundo. O Brasil ou Cabo Verde musicais são inseparáveis da presença acústica do cavaquinho; e o ukulele do Havai, neto migrante do tetracórdio português, é actual protagonista de um poderoso movimento musical no Mundo, sem que o seu sempre cantante avô, o cavaquinho minhoto, deixe de ser tocado no noroeste português de forma única, irrepetível em qualquer outro instrumento de corda.

Fonte: Ernesto Veiga de Oliveira

Nas fotografias, cavaquinho, modelo 11100, do construtor Artimúsica Instrumentos Musicais Lda
Disponível na Casa da Guitarra
+ info em geral@casadaguitarra.pt, facebook e instagram.