Quadros para Paredes

8 peças para guitarra da autoria de Carlos Paredes e Eduardo Baltar Soares. 8 pinturas de João Marques de Lima inspiradas nas paisagens naturais e musicais de Portugal. Um concerto, uma exposição e uma conversa em torno da obra de Carlos Paredes. Participação de João Diogo Leitão na Guitarra Clássica Conversa conduzida por Octávio Fonseca Silva Quadros para Paredes é um gesto musical largo composto por 8 episódios onde procurei emoldurar a música de Carlos Paredes. Não se trata de uma homenagem. Paredes é Paredes e não precisa de homenagens. Trata-se, antes, de uma necessidade. Necessidade de exteriorizar a admiração sem limites pelo seu trabalho. Necessidade de aprender a música do mestre, moldá-la para que caiba na viola. Torná-la um pouco minha, no fundo querer ser Paredes por instantes. É um trabalho que pretende reflectir sobre as grandes heranças culturais. O que fazer com elas? Conhecer, estudar, reproduzir? Sem dúvida. Mas optámos aqui, também, por interferir, interpelar, cortar e acrescentar. Quisemos enfatizar gestos, criar pontos de inflexão, preparação e momentos de contemplação. Construir uma narrativa. Não deixa de ser, por isso, um pensamento sobre o lugar da memória na actualidade dos dias. "Eduardo Baltar Soares"


Junho
29
2019
8 peças para guitarra da autoria de Carlos Paredes e Eduardo Baltar Soares.
 
8 pinturas de João Marques de Lima inspiradas nas paisagens naturais e musicais de Portugal.
 
Um concerto, uma exposição e uma conversa em torno da obra de Carlos Paredes.
 
Participação de João Diogo Leitão na Guitarra Clássica
 
Conversa conduzida por Octávio Fonseca Silva

 

Quadros para Paredes é um gesto musical largo composto por 8 episódios onde
procurei emoldurar a música de Carlos Paredes.
Não se trata de uma homenagem. Paredes é Paredes e não precisa de homenagens.
Trata-se, antes, de uma necessidade.
Necessidade de exteriorizar a admiração sem limites pelo seu trabalho. Necessidade de
aprender a música do mestre, moldá-la para que caiba na viola.
Torná-la um pouco minha, no fundo querer ser Paredes por instantes.
É um trabalho que pretende reflectir sobre as grandes heranças culturais.
O que fazer com elas? Conhecer, estudar, reproduzir? Sem dúvida.
Mas optámos aqui, também, por interferir, interpelar, cortar e acrescentar.
Quisemos enfatizar gestos, criar pontos de inflexão, preparação e momentos de
contemplação. Construir uma narrativa.
Não deixa de ser, por isso, um pensamento sobre o lugar da memória na actualidade
dos dias.

“Eduardo Baltar Soares”

Eduardo Baltar Soares
Músico, investigador e professor diplomado pelo Conservatório Superior de Música de
Castilla y León, licenciado em História pela Universidade do Porto e mestre em ensino
da Música pela Universidade do Minho.
Interessado na expressão musical enquanto forma de intervenção artística e comunitária
procura cruzar o seu trabalho com diversas formas de arte como a literatura, pintura,
dança e teatro. Dessa forma, colabora como intérprete ou criador de diversos projectos
artísticos, oficinas e investigações interdisciplinares em todo o mundo.
Expressa-se atraves da guitarra clássica e guitarra portuguesa, tendo-se apresentado em
diversos ciclos de concertos e festivais na Austrália, Bélgica, Espanha, Itália, França,
Portugal, Ucrânia, Uruguay, Estados Unidos da América.
Tocou com o Remix Ensemble sob a direcção de Peter Rundel, com o Ukho Ensemble
(Kiev) dirigido por Luigi Gaggero gravando o disco Pas Perdu dedicado à obra de
Stefano Gervasoni e como solista com o Taller de Música Contemporânea de
Salamanca com o maestro Zsolt Nagy.
Em 2005 fundou com Tiago Cassola o Baltar Cassola Guitar Duo, contando com quase
uma centena de concertos por toda a Europa divulgando a música portuguesa para
duas guitarras. gravou em 2017 Poente – uma colecção de 9 peças originais para
guitarra, apresentado nas principais cidades portuguesas. Mantém, também, um
projecto online de recolha de música tradicional portuguesa: Voar na Terra.
Participou no 1.º Simpósio Internacional de Música e Músicos de Guimarães e no II
Colóquio Internacional APIHM na Universidade Portucalense. Abordando temas de
pedagogia musical participou no V Colóquio Performance em Contexto e publicou na
Revista Portuguesa de Educação Artística.
Com considerável experiência docente em Portugal e Espanha, lecciona na Academia
de Música de Espinho. Sendo, actualmente, coordenador da Escola das Artes Musicais
Portuguesas, um centro dedicado ao ensino da música portuguesa, tendo organizando
dezenas de oficinas, concertos e palestras em torno desse tema.