Violas Tradicionais Portuguesas

micaelense

A origem da Viola de Arame Micaelense ou Viola da Terra,está relacionada com a presença da viola portuguesa, trazida do continente no início do povoamento das ilhas, neste caso na ilha de São Miguel. A Viola da Terra assumiu, ao longo do tempo, grande importância social e cultural na vida dos açorianos, marcando presença em diversas manifestações festivas tradicionais, para acompanhar melodias, ocupando um lugar privilegiado na poesia popular. A boca geralmente tem a abertura com a forma de dois corações, com as pontas em sentidos oposto, e segundo explicação popular representam o amor entre duas pessoas que se separam fisicamente, ficando ligadas pelo mesmo sentimento que é a saudade. Possui 5 ordens de cordas onde, as três ordens mais agudas são duplas e estão afinadas em uníssono, as duas ordens mais graves são triplas e estão afinadas em oitava, do agudo ao grave, Ré Si Sol Ré Lá.


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terceirense

A Viola de Arame Terceirense, Viola da Terra ou simplesmente Viola. É apenas na Ilha Terceira que nos aparece, provavelmente na segunda metade do séc. XIX, um instrumento semelhante as violas açorianas, exibindo no entanto algumas diferenças fundamentais: é acrescentada às suas cinco parcelas mais uma ordem de três cordas que afinam em Mi, a caixa de ressonância é aumentada, assim como o braço, aumentando simultaneamente o número de pontos, dando-lhe mais potencialidades para a execução dos exigentes temas musicais tradicionais terceirenses. A forma de tocar, passa, do “rasgar” puro e simples, quase sempre com o polegar, como acontece ainda nas ilhas de S. Miguel ou das Flores, para um dedilhar de baixo para cima, utilizando o indicador, reservando o polegar para eventuais acompanhamentos nas cordas graves. A Viola Terceirense encordoa, do agudo para o grave, Mi Si Sol Ré Lá Mi, onde neste caso, as três ordens mais agudas são duplas e estão afinadas em uníssono, as três ordens mais graves são triplas e estão afinadas em oitava.


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Viola Caipira (Brasil)

A Viola Caipira têm diversas denominações, conforme a sua distribuição geográfica, é muito comum na porção interior do Brasil, onde é considerada um dos ícones da música popular brasileira. Tudo começou com a miscigenação entre o índio e o português. A dança “Cateretê”, mistura-se com as sonoridades portuguesas das Violas de Arame, que foram levadas pelos Jesuítas e usadas na catequese indígena, dando origem à Viola caipira. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do “violeiro” ou região:  a Cebolão Mi Si Sol# Mi Si ou Ré Lá Fá# Ré Lá, Rio Abaixo Ré Si Sol Ré Sol, Boiadeira Ré Lá Fá# Ré Sol e a Natural Mi Si Sol Ré Lá, do agudo ao grave. 


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