Violas Tradicionais Portuguesas

BRAGUESA

A existência da Viola Braguesa, também designada de viola de Braga, surge documentada desde o séc.XVII e é o instrumento mais popular do Noroeste Português entre o Douro e Minho. Toca‐se a solo ou no acompanhamento do canto em “Rusgas”, “Chulas” e “Desafios”. Como todas as Violas Portuguesas, a Braguesa pertence a um género musical exclusivamente lúdico e festivo e integra o mesmo tipo fundamental comum a todos os cordofones da família das”guitarras” espanholas e europeias, a que pertence. Actualmente, esta Viola têm a abertura central em “boca de raia”, mas os modelos erepresentações antigas mostram exclusivamente bocas redondas ou ovais. A Viola Braguesa tem 10cordas, armadas em cinco ordens duplas e possui essencialmente dois tipos de afinação: Lá Mi Si Lá Ré,do agudo para o grave, e a “Mouraria Velha” Sol Ré Lá Sol Dó.


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amarantina

A viola amarantina, também designada de viola de Amarante, é típica da região do Douro Litoral. Menos conhecida do que a viola minhota, diferencia-se por ter uma escala mais comprida, até à boca, e ostenta dois corações, que se julga estarem ligados a uma história de amor envolvendo um trovador medieval. Esta Viola aparece principalmente nas “Festadas”, onde o seu tocador acompanha as “Chulas”, características da região do Baixo Tâmega. A viola amarantina possui 5 ordens de cordas duplas: as duas ordens mais agudas estão afinadas em uníssono, as três ordens mais graves estão afinadas em oitava. Algumas fontes dão a seguintes afinações : Lá Mi Si Lá Ré, do agudo para o grave, e a “Moda Velha” Lá Fá# Si Sol Ré.


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A Viola Beiroa apareceu na faixa leste do distrito de Castelo Branco e acompanhava descantes festivos, nas tabernas, e sobretudo em serenatas aos noivos. Praticamente desaparecida da Beira Baixa, esta viola pode ser ainda encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na “Dança dos Homens” que remontam o Sec XVII. Além das cinco ordens de cordas, característica das violas portuguesas, a Viola Beiroa tem duas cordas mais agudas, conhecidas por “Requintas” ou “Cantadeiras”, presas a um cravelhal suplementar junto da caixa, e são sempre tocadas soltas. A Viola Beiroa pode conter as seguintes afinações: Ré Si Sol Ré Lá Ré, do agudo para o grave, e Mi Ré Lá Mi Si Ré, de modo a obter um maior enriquecimento sonoro e uma maior simplicidade nos acordes

A Viola Beiroa apareceu na faixa leste do distrito de Castelo Branco e acompanhava descantes festivos,  nas tabernas, e sobretudo em serenatas aos noivos. Praticamente desaparecida da Beira Baixa, esta viola pode ser ainda encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na “Dança dos Homens” que remontam o Sec XVII. Além das cinco ordens de cordas, característica das violas portuguesas, a Viola Beiroa tem duas cordas mais agudas, conhecidas por “Requintas” ou “Cantadeiras”,  presas a um cravelhal suplementar junto da caixa, e são sempre tocadas soltas.  A Viola Beiroa pode conter as seguintes afinações: Ré Si Sol Ré Lá Ré, do agudo para o grave, e  Mi Ré Lá Mi Si , de modo a obter um maior enriquecimento sonoro e uma maior simplicidade nos acordes.


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Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou " cantes a despique", nas festas e feiras do Alentejo. É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas, tocada de dedilhado apenas com o polegar, sendo que as cordas mais graves são geralmente tocadas soltas. Adaptada à exposição da melodia das modas e cantigas alentejanas pode possuir dois tipos de afinação: Sol Mi Dó Fá Dó, do agudo para o grave, e Mi Dó# Lá Ré Lá. Como particularidade, apesar de ser um instrumento de dez cordas, pode possuir doze afinadores o que indicia que o instrumento, que se crê que tenha evoluido a partir da “Vihuela de Mano” medieval , foi outrora dotado de uma sexta ordem de cordas duplas, mas que estas terão caído em desuso

Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou ” cantes a despique”, nas festas e feiras do Alentejo. É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas, tocada de dedilhado apenas com o polegar, sendo que as cordas mais graves são geralmente tocadas soltas. Adaptada à exposição da melodia das modas e cantigas alentejanas pode possuir dois tipos de afinação: Sol Mi Dó Fá Dó, do agudo para o grave, e Mi Dó# Lá Ré Lá. Como particularidade, apesar de ser um instrumento de dez cordas, pode possuir doze afinadores o que indicia que o instrumento, que se crê que tenha evoluido a partir da “Vihuela de Mano” medieval , foi outrora dotado de uma sexta ordem de cordas duplas, mas que estas terão caído em desuso.


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De entre todos os instrumentos utilizados no folclore madeirense, o Rajão será, provavelmente, o mais genuinamente regional na sua origem e, certamente, aquele que apresenta características mais arcaicas passíveis de serem associadas historicamente à região, que remontam o século XVII. Executado em "ponteado" ou com o vulgarmente designado “tocar de rasgado”, trata‐se de um instrumento que é utilizado sobretudo como acompanhador do canto e da dança no folclore da região. O Rajão, arma com cinco cordas simples, do agudo para o grave Lá Mi Dó Sol Ré mas, divergindo das violas de mão, caracteriza‐se por ter a terceira corda (Dó) como sendo a mais grave contrariamente aos outros instrumentos em que a quinta costuma ser a mais grave.

De entre todos os instrumentos utilizados no folclore madeirense, o Rajão será, provavelmente, o mais genuinamente regional na sua origem e, certamente, aquele que apresenta características mais arcaicas passíveis de serem associadas historicamente à região, que remontam o século XVII. Executado em “ponteado” ou com o vulgarmente designado “tocar de rasgado”, trata‐se de um instrumento que é utilizado sobretudo como acompanhador do canto e da dança no folclore da região. O Rajão, arma com cinco cordas simples, do agudo para o grave Lá Mi Dó Sol Ré mas, divergindo das violas de mão, caracteriza‐se por ter a terceira corda (Dó) como sendo a mais grave contrariamente aos outros instrumentos em que a quinta costuma ser a mais grave.


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micaelense

A origem da Viola de Arame Micaelense ou Viola da Terra,está relacionada com a presença da viola portuguesa, trazida do continente no início do povoamento das ilhas, neste caso na ilha de São Miguel. A Viola da Terra assumiu, ao longo do tempo, grande importância social e cultural na vida dos açorianos, marcando presença em diversas manifestações festivas tradicionais, para acompanhar melodias, ocupando um lugar privilegiado na poesia popular. A boca geralmente tem a abertura com a forma de dois corações, com as pontas em sentidos oposto, e segundo explicação popular representam o amor entre duas pessoas que se separam fisicamente, ficando ligadas pelo mesmo sentimento que é a saudade. Possui 5 ordens de cordas onde, as três ordens mais agudas são duplas e estão afinadas em uníssono, as duas ordens mais graves são triplas e estão afinadas em oitava, do agudo ao grave, Ré Si Sol Ré Lá.


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