Violas Tradicionais Portuguesas

Viola Toeira A Viola Toeira é uma viola de arame da Beira Litoral, predominante na zona de Coimbra, onde foi durante um largo período de tempo o instrumento predilecto dos estudantes da Academia, até ao aparecimento da Guitarra que aconteceria por volta do ano de 1850. Foi um instrumento musical, geralmente tocado em “rasgueado” como no cavaquinho, que acompanhou danças e cantigas no contexto rural da Beira. Marcou presença tanto no domínio plebeu como nos salões e teatros e é associado a um repertório de salão que remete para a fidalgia e burguesia, “modinhas” e “minuetos”. A Toeira é uma viola pequena de boca oval com 12 cordas distribuídas por 5 ordens, do agudo para o grave, Mi Si Sol Ré Lá , sendo as três primeiras duplas e as restantes triplas .

Viola Toeira

A Viola Toeira é uma viola de arame da Beira Litoral, predominante na zona de Coimbra, onde foi durante um largo período de tempo o instrumento predilecto dos estudantes da Academia, até ao aparecimento da Guitarra que aconteceria por volta do ano de 1850. Foi um instrumento musical, geralmente tocado em “rasgueado” como no cavaquinho, que acompanhou danças e cantigas no contexto rural da Beira. Marcou presença tanto no domínio plebeu como nos salões e teatros e é associado a um repertório de salão que remete para a fidalgia e burguesia, “modinhas” e “minuetos”. A Toeira é uma viola pequena de boca oval com 12 cordas distribuídas por 5 ordens, do agudo para o grave, Mi Si Sol Ré Lá , sendo as três primeiras duplas e as restantes triplas .


Saber mais
BRAGUESA

A existência da Viola Braguesa, também designada de viola de Braga, surge documentada desde o séc.XVII e é o instrumento mais popular do Noroeste Português entre o Douro e Minho. Toca‐se a solo ou no acompanhamento do canto em “Rusgas”, “Chulas” e “Desafios”. Como todas as Violas Portuguesas, a Braguesa pertence a um género musical exclusivamente lúdico e festivo e integra o mesmo tipo fundamental comum a todos os cordofones da família das”guitarras” espanholas e europeias, a que pertence. Actualmente, esta Viola têm a abertura central em “boca de raia”, mas os modelos erepresentações antigas mostram exclusivamente bocas redondas ou ovais. A Viola Braguesa tem 10cordas, armadas em cinco ordens duplas e possui essencialmente dois tipos de afinação: Lá Mi Si Lá Ré,do agudo para o grave, e a “Mouraria Velha” Sol Ré Lá Sol Dó.


Saber mais
amarantina

A viola amarantina, também designada de viola de Amarante, é típica da região do Douro Litoral. Menos conhecida do que a viola minhota, diferencia-se por ter uma escala mais comprida, até à boca, e ostenta dois corações, que se julga estarem ligados a uma história de amor envolvendo um trovador medieval. Esta Viola aparece principalmente nas “Festadas”, onde o seu tocador acompanha as “Chulas”, características da região do Baixo Tâmega. A viola amarantina possui 5 ordens de cordas duplas: as duas ordens mais agudas estão afinadas em uníssono, as três ordens mais graves estão afinadas em oitava. Algumas fontes dão a seguintes afinações : Lá Mi Si Lá Ré, do agudo para o grave, e a “Moda Velha” Lá Fá# Si Sol Ré.


Saber mais
A Viola Beiroa apareceu na faixa leste do distrito de Castelo Branco e acompanhava descantes festivos, nas tabernas, e sobretudo em serenatas aos noivos. Praticamente desaparecida da Beira Baixa, esta viola pode ser ainda encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na “Dança dos Homens” que remontam o Sec XVII. Além das cinco ordens de cordas, característica das violas portuguesas, a Viola Beiroa tem duas cordas mais agudas, conhecidas por “Requintas” ou “Cantadeiras”, presas a um cravelhal suplementar junto da caixa, e são sempre tocadas soltas. A Viola Beiroa pode conter as seguintes afinações: Ré Si Sol Ré Lá Ré, do agudo para o grave, e Mi Ré Lá Mi Si Ré, de modo a obter um maior enriquecimento sonoro e uma maior simplicidade nos acordes

A Viola Beiroa apareceu na faixa leste do distrito de Castelo Branco e acompanhava descantes festivos,  nas tabernas, e sobretudo em serenatas aos noivos. Praticamente desaparecida da Beira Baixa, esta viola pode ser ainda encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na “Dança dos Homens” que remontam o Sec XVII. Além das cinco ordens de cordas, característica das violas portuguesas, a Viola Beiroa tem duas cordas mais agudas, conhecidas por “Requintas” ou “Cantadeiras”,  presas a um cravelhal suplementar junto da caixa, e são sempre tocadas soltas.  A Viola Beiroa pode conter as seguintes afinações: Ré Si Sol Ré Lá Ré, do agudo para o grave, e  Mi Ré Lá Mi Si , de modo a obter um maior enriquecimento sonoro e uma maior simplicidade nos acordes.


Saber mais
Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou " cantes a despique", nas festas e feiras do Alentejo. É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas, tocada de dedilhado apenas com o polegar, sendo que as cordas mais graves são geralmente tocadas soltas. Adaptada à exposição da melodia das modas e cantigas alentejanas pode possuir dois tipos de afinação: Sol Mi Dó Fá Dó, do agudo para o grave, e Mi Dó# Lá Ré Lá. Como particularidade, apesar de ser um instrumento de dez cordas, pode possuir doze afinadores o que indicia que o instrumento, que se crê que tenha evoluido a partir da “Vihuela de Mano” medieval , foi outrora dotado de uma sexta ordem de cordas duplas, mas que estas terão caído em desuso

Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou ” cantes a despique”, nas festas e feiras do Alentejo. É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas, tocada de dedilhado apenas com o polegar, sendo que as cordas mais graves são geralmente tocadas soltas. Adaptada à exposição da melodia das modas e cantigas alentejanas pode possuir dois tipos de afinação: Sol Mi Dó Fá Dó, do agudo para o grave, e Mi Dó# Lá Ré Lá. Como particularidade, apesar de ser um instrumento de dez cordas, pode possuir doze afinadores o que indicia que o instrumento, que se crê que tenha evoluido a partir da “Vihuela de Mano” medieval , foi outrora dotado de uma sexta ordem de cordas duplas, mas que estas terão caído em desuso.


Saber mais
De entre todos os instrumentos utilizados no folclore madeirense, o Rajão será, provavelmente, o mais genuinamente regional na sua origem e, certamente, aquele que apresenta características mais arcaicas passíveis de serem associadas historicamente à região, que remontam o século XVII. Executado em "ponteado" ou com o vulgarmente designado “tocar de rasgado”, trata‐se de um instrumento que é utilizado sobretudo como acompanhador do canto e da dança no folclore da região. O Rajão, arma com cinco cordas simples, do agudo para o grave Lá Mi Dó Sol Ré mas, divergindo das violas de mão, caracteriza‐se por ter a terceira corda (Dó) como sendo a mais grave contrariamente aos outros instrumentos em que a quinta costuma ser a mais grave.

De entre todos os instrumentos utilizados no folclore madeirense, o Rajão será, provavelmente, o mais genuinamente regional na sua origem e, certamente, aquele que apresenta características mais arcaicas passíveis de serem associadas historicamente à região, que remontam o século XVII. Executado em “ponteado” ou com o vulgarmente designado “tocar de rasgado”, trata‐se de um instrumento que é utilizado sobretudo como acompanhador do canto e da dança no folclore da região. O Rajão, arma com cinco cordas simples, do agudo para o grave Lá Mi Dó Sol Ré mas, divergindo das violas de mão, caracteriza‐se por ter a terceira corda (Dó) como sendo a mais grave contrariamente aos outros instrumentos em que a quinta costuma ser a mais grave.


Saber mais