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Guitarra Portuguesa do porto

A Guitarra Portuguesa é um instrumento musical carregado de simbolismo e, mercê da sua longa aliança com o Fado, é conotada com o “modo de ser” português, onde destino e saudade são palavras que naturalmente se associam ao trinado. Tem um timbre de tal modo inconfundível que, onde quer que esteja, qualquer português a reconhece aos primeiros acordes.

Tendo como origem directa a Cítara europeia do Renascimento, a Guitarra Portuguesa, tal como a conhecemos hoje, sofreu importantes modificações técnicas no último século, tendo no entanto, conservado a afinação peculiar das cítaras e a técnica de dedilho própria deste género de instrumentos.

Existem três tipos de Guitarra Portuguesa: a de Lisboa, a de Coimbra e do Porto. A de Lisboa é a mais pequena das três, com caixa baixa arredondada e é a que possui o som mais “brilhante”. A de Coimbra é maior, com o corpo assumindo uma forma mais aguçada. A do Porto é a mais pequena. Uma das principais diferenças reside na cabeça da guitarra: a de Coimbra possui uma lágrima incrustada, enquanto que a de Lisboa apresenta um caracol. A do Porto goza de maior liberdade, podendo ter ora um dragão esculpido ora uma flor; os três estilos têm em comum as seis ordens duplas de cordas metálicas.

A guitarra portuguesa utilizada na produção fotográfica foi construída por Alfredo Teixeira, cujo modelo de fabrico é herdeiro do modelo de Joaquim Duarte, o “Genro do Nelo”.

Bibliografia

À Descoberta da Guitarra Portuguesa, Cabral, Pedro Caldeira,

2002


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É fundamentalmente no Minho que o Cavaquinho aparece hoje como uma espécie típicamente popular, ligada às formas essenciais da música característica desta província. O Cavaquinho minhoto têm como característica a escala rasa com o tampo, o que facilita a prática do “rasgueado”, contém doze trastos e a boca da caixa é usualmente de ”raia” embora surjam ainda outros de boca redonda. O Cavaquinho é um instrumento com um grande número de afinações que variam conforme as terras, as formas tradicionais e até os tocadores. Mi Si Lá Ré, agudo para o grave, será porventura a afinação mais versátil, mas Ré Si Sol Sol ou Mi Dó# Lá Lá serão por certo as afinações mais usuais entre os tocadores de Braga para a prática do varejamento do malhão e do vira na “moda velha”

É fundamentalmente no Minho que o Cavaquinho aparece hoje como uma espécie tipicamente popular, ligada às formas essenciais da música característica desta província. O Cavaquinho minhoto tem como característica a escala rasa com o tampo, o que facilita a prática do “rasgueado”, contém doze trastos e a boca da caixa é usualmente de ”raia”, embora surjam ainda outros de boca redonda. O Cavaquinho é um instrumento com um grande número de afinações que variam conforme as terras, as formas tradicionais e até os tocadores. Mi Si Lá Ré, agudo para o grave, será porventura a afinação mais versátil, mas Ré Si Sol Sol ou Mi Dó Lá Lá serão por certo as afinações mais usuais entre os tocadores de Braga para a prática do varejamento do malhão e do vira na “moda velha”.


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O Machete ou Machetinho madeirense oitocentista, é um pequeno cordofone de mão, ou de corda dedilhada que entronca na grande e diversificada família das violas de mão portuguesas tardo-quinhentistase, da qual, é o seu soprano. Na ilha da Madeira, no último quartel do séc. XIX, o instrumento é designado por Machete de Braga, sendo a partir de finais desse período simplesmentechamado de Braguinha. Este instrumento de solo, cantante ou ponteado, alegre e gracioso foi, em outros tempos, de grande estima das damas e donzelas madeirenses. Diferencia‐se pelo facto da sua escala ser sobreposta à caixa de ressonância e não rasa como o seu homónimo Cavaquinho. O Braguinha encordoa com 4 cordas, do agudo para o grave, Ré Si Sol Ré.

O Machete ou Machetinho madeirense oitocentista é um pequeno cordofone de mão, ou de corda dedilhada, que entronca na grande e diversificada família das violas de mão portuguesas tardo-quinhentista, da qual é o seu soprano. Na ilha da Madeira, no último quartel do séc. XIX, o instrumento é designado por Machete de Braga, sendo a partir de finais desse período simplesmente chamado de Braguinha. Este instrumento de solo, cantante ou ponteado, alegre e gracioso foi, em outros tempos, de grande estima das damas e donzelas madeirenses. Diferencia‐se pelo facto da sua escala ser sobreposta à caixa de ressonância e não rasa como o seu homónimo Cavaquinho. O Braguinha encordoa com 4 cordas, do agudo para o grave, Ré Si Sol Ré.


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SOPRANO

O Ukulele tem a sua origem no século XIX tendo como ancestrais o Braguinha (ou Machete) e o Rajão, instrumentos levados pelos madeirenses quando estes emigraram para o Havai. Esta influência portuguesa dá origem ao ukulele Soprano com a afinação natural Lá Mi Dó Sol, a começar pelas cordas mais agudas. No início do século XX surge o ukulele Concerto de tamanho intermédio, e o Tenor que é o maior dos ukuleles com a afinação “standard”; mais tarde surge o Barítono, encordoado de forma diferente, Mi Si Sol Ré.


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